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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

A Igreja e o Homossexualismo

Existe ainda no meio cristão um certo “pisar em ovos”, quando o assunto é HOMOSSEXUALISMO. Vivemos em um mundo em constante adaptação para a melhoria de vida. Quanto mais adaptações, menos atribulada fica a convivência em sociedade. Mas devemos ser cautelosos quando essas “adaptações” implicam em abrir mão de princípios bíblicos.

Um grande problema que a Igreja enfrenta hoje é a falta de um posicionamento firme e consciente a respeito desse assunto. E quando digo firme, o falo para saber como agir, e não para condenar. Alguns líderes adotam o discurso condenatório, outros aceitam tudo cegamente em prol do crescimento numérico da congregação e outros líderes simplesmente não acham nada, são indiferentes a essa realidade e fingem que nada veem. A Igreja de Cristo precisa ter uma opinião bem formada e agir de acordo, repassando esses valores para a juventude, a qual cresce bem no meio do fogo cruzado onde, diante da sociedade, o homossexualismo é tratado como uma diferença aceitável e uma opção disponível a todos os que tiverem interesse.

Paulo escreveu sobre o assunto na época e local onde o homossexualismo era amplamente aceito e até recomendado. Desde bem antes de Paulo, entre as culturas não cristãs (Roma, Grécia e outros), o homossexualismo entre homens era considerado um relacionamento puro, verdadeiro, intelectual; as mulheres não passavam de seres para procriar. Em alguns cultos a deuses pagãos incluíam o ato sexual como a mais forte oferenda entre seus adeptos, estendendo assim o comportamento sexual a várias práticas com finalidades puramente carnais.

Como o cristianismo consiste em aprofundar o relacionamento entre Deus e os homens, toda e qualquer prática que atrapalhe esse relacionamento é fortemente condenada.
Por exemplo, a mentira. As pessoas aprenderam a conviver com a possibilidade de mentir para evitarem situações desagradáveis. Apesar de constituir algo bem simples, uma mentirinha nada mais é do que a fuga de uma responsabilidade. Sendo assim, cada mentira reflete a vontade do falante em não assumir as consequências de uma situação. Em longo prazo, essa prática pode afetar a credibilidade de uma pessoa, a atrapalhando em relacionamentos pessoais, profissionais, emocionais, etc.

Quando falamos de relacionamento entre Deus e os homens, precisamos ter consciência da diferença entre a Lei dos Homens e a Lei de Deus.

Antigamente, a Lei dos Homens era baseada nos princípios do relacionamento que Deus desejava que os homens tivessem entre si (ver Deuteronômio). Mas com o afastamento espontâneo dos homens, as leis sociais foram sendo instituídas com a exclusão do divino para atender as necessidades diversas do convívio em sociedade.

A Lei de Deus consiste em várias orientações e recomendações de como o servo de Deus deve agir, pensar, se expressar (entre outros) para fortalecer e aprofundar seu relacionamento com Deus; como agir socialmente, como lidar com o próximo, como dominar a natureza humana e alimentar a natureza espiritual; há palavras de conforto, de repreensão, etc. Tudo para o amadurecimento do relacionamento humano com Deus, através de todas as áreas da vida de uma pessoa.

A Lei dos Homens foca em manter leis que garantam direitos, deveres, organização e nivelação entre todos os indivíduos para a busca de uma convivência harmoniosa entre todos, independentemente das diferenças individuais.

Em Mateus 5: 17-20, Jesus fala que veio não para revogar a lei, e sim para cumpri-la. Essa lei é a Lei de Deus, profetizada há muito tempo atrás. Mas Jesus também estava submetido à Lei dos Homens, já que assumiu a forma humana. Jesus pagou impostos(Mt17:24-27), falou sobre o servo ser fiel ao seu senhor (não só no sentido espiritual, mas também no sentido humano, Lc 12:42-48); Paulo falou sobre o respeito às lideranças(Rm 13), entre outros assuntos de cunho social, como a proteção dos órfãos e viúvas(Paulo:1 Tm5:3-7/ Tiago Tg 1:27), que eram desamparados socialmente, já que a figura masculina era a base da sociedade judaica.

A Lei de Deus, para os cristãos, é soberana. Mas ela NÃO EXCLUI a Lei dos Homens.

A Lei dos Homens vigora, mas NÃO É SUPERIOR A LEI DE DEUS.

O equilíbrio entre essas duas leis é essencial para o cristão.

Baseando-se então na Lei dos Homens, o homossexualismo:
• Socialmente não é visto como um desvio de conduta;
• Moralmente aceito: as pessoas têm o direito de se relacionarem com quem quiserem;
• Não constitui defeito de caráter.
É um comportamento socialmente aceitável já que o indivíduo age como ser social, trabalha, estuda, paga impostos, possui ética, credibilidade, profissionalismo, ou seja, é um cidadão comum. Portanto possui os mesmos direitos e deveres.

Diante da sociedade, essa é a lei que impera.

Baseando-se na Lei de Deus, o homossexualismo:
• Foge do plano original de Deus para a Família (homem-mulher) Gn 2:23-24;
• Foge ao milagre da criação e reprodução; Gn 3: 15-20
• Quebra a hereditariedade e a divisão dos genes de pais para filhos; Gn4:1-2
• Destrói a simbologia CRISTO + NOIVA (Igreja); Ef 5:25,27/Ap 19:7-9; 21:2-3/ Ez 16:8-14/Cantares;
• Os praticantes tem o relacionamento com Deus quebrado, impossibilitando assim a continuação do relacionamento na eternidade (Isaías 59).

O casamento entre homem e mulher é, para os cristãos, uma forte simbologia do relacionamento de Deus com os homens. O casamento foi a primeira instituição levantada por Deus, onde a força da intimidade física era apenas um leve reflexo da força que a intimidade entre Deus e os homens deveria possuir. A entrega total, a exclusividade, a confiança.

Sendo Deus um ser espiritual, essa representação de CRISTO+ NOIVA, possui grande importância para o relacionamento de Deus conosco. Para a sociedade, essa simbologia não passa de um costume religioso discriminativo.

Então, como o cristão deve se posicionar diante dessa realidade que enfrentamos diariamente sem ferir o princípio bíblico do amor ao próximo e sem abrir mão dos princípios cristãos?

1. Amar ao próximo: Amar significa compreender, ouvir, orar, tratar como gostaria de ser tratado, se compadecer, respeitar e muito mais. MAS NÃO IMPLICA EM CONCORDAR COM TUDO O QUE O OUTRO FAZ, PENSA OU DIZ. O cristão deve agir como um cristão, independentemente de concordar ou não com a opção sexual de uma pessoa. O amor ao próximo é mandatório.

2. Nunca comprometa sua FÉ: Devemos cuidar uns dos outros. Manter o amor ao próximo, mas deixar bem claro que temos princípios e valores embasados na Lei de Deus. Amamos ao próximo, mas fugimos de qualquer coisa que atrapalhe nosso relacionamento com Deus.

Respeite o direito do próximo, mas se ele/ela perguntar o porquê, não minta. Acreditamos que o homossexual pode ser uma pessoa comum e até perfeita diante da sociedade (já que eles precisam se esforçar mais para provar seu valor); mas diante de Deus, por motivos espirituais, o relacionamento Deus-Homem é quebrado.

Portanto, todo aquele que desejar ter um verdadeiro relacionamento com Deus, deverá de submeter à Lei de Deus por completo (ou viver tentando, como todos nós meros mortais vivemos tentando; todos pecam e carecem da graça de Deus; ninguém é perfeito!).

Mas se uma pessoa não se importa nem procura ter um relacionamento com Deus aqui na terra (onde tudo é mais difícil e sofrido), essa pessoa não precisará se preocupar em ter um relacionamento com Deus na eternidade. Se você não consegue viver com Deus aqui, para quê você vai querer passar a eternidade com Ele???

Mas acima de tudo, exercer o amor ao próximo deveria ser o foco de todos os cristãos. Cada cristão deve ser uma lâmpada, um amparo, um testemunho do que Jesus fez e ainda faz: todos precisam ser alcançados pelo amor de Deus. Ainda que as pessoas não entendam, o amor de Deus constrange qualquer pessoa, e não é por força, mas apenas pelo Espírito Santo de Deus que vidas podem ser transformadas.
Cada um escolhe o caminho que quer seguir, então se uma pessoa conhece o amor de Deus, entra em contato com esse amor e ainda assim escolhe não se entregar a Deus... A única coisa que podemos fazer é orar. Deus não escraviza ninguém a servi-lo, Deus nos liberta para que escolhamos servi-lo puramente por AMOR.

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